Confessa

Gay sim, viado não

Alex da cidade de Manaus tem 19 anos
e confessa na categoria de Gay

Minha confissão:

Olá,
em primeiro o lugar o nome "Alex' é falso, gosto de ser sincero com as pessoas, mas não quero me identificar aqui, pelo menos não agora.
Bem, desde meus onze ou doze anos de idade percebi que sou diferente dos outros garotos. Desde aquele tempo sentia atração por homens. Naquela época eu acreditava que era normal primeiramente sentir uma curiosidade pelo corpo masculino por homens e mais tarde eu sentiria atração por mulheres. Bem, me enganei.
Meus amigos nem sequer desconfiam de nada, porque na minha mente eu sinto atração por homens, mas sou homem. Não vejo lógica em me comportar como mulher, gesticular e se vestir de mulher pra mim é inaceitável, me desculpe quem se ofendeu.
Decidi contar a alguns amigos meus, depois de obter muita segurança com conversas e reações que eles tiveram em outras situações.
Todos, ainda bem, se comportaram de maneira madura, embora todos nós ainda estivéssemos no Ensino Médio.
Um desses amigos gosta de ficar chamando qualquer homossexual, não interessa o seu modo de agir, de "viadinho". Não gosto desse termo, nem de alguns outros para homossexuais, por denotarem um comportamento estereotipado. Pode pensar: se alguém se declara gay, você imagina de uma maneira. Mas se alguém é chamado de "viado" ou "bicha", você cria uma imagem totalmente diferente, cria uma imagem de uma pessoa depravada e sem valores morais.
Não sou assim. Sou gay, nunca dei em cima de ninguém. Acredito que meus amigos levaram numa boa a minha opção sexual porque eles viram que meu comportamento social nem de longe parece ser de um homossexual. Eu disse isso a eles, disse que sou da maneira como eles me conhecem, que meu comportamento não iria mudar agora que eles sabem disso.
Acredito que deu certo, todos eles continuam conversando normalmente comigo, me envolvendo no grupo. Em nenhum momento me sinto afastado deles.
Uma vez, eu estava num passeio com uns amigos em um hotel fazenda perto da minha cidade natal.
Lá tem uns dormitórios coletivos bem grandes, onde pode-se armar de 30 a 40 redes num quarto só.
Num lugar grande como esse, são necessários muitos banheiros, também coletivos.
Em um dado momento, saí de perto do pessoal e fui tomar um banho num desses banheiros. Alguns segundos depois que eu entrei, entrou também um funcionário.
Ele estava bastante suado, com uma toalha no ombro e um sabonete na mão. Me lembrava dele, pois ele estava cortando a grama perto do grupo onde eu estava.
Na maior naturalidade a gente se cumprimentou e entramos para os chuveiros. Naquele banheiro, só os reservados tinham porta, os chuveiros eram abertos.
Alguns segundos depois que eu já estava tomando banho despreocupadamente tentando não lembrar que havia um homem nu do outro lado da parede, ele apareceu na minha frente e pediu uma esponja que estava pendurada no registro do chuveiro.
Eu tentei não desviar os olhos do rosto dele, mas não teve jeito. Ele percebeu.
Veio pra cima de mim e com o corpo dele me apertou contra a parede.
Ele não fez mais nada, apenas ficamos assim, colados um no outro.
Veio então a excitação crescente, e quando dei por mim, nós estávamos nos beijando, sem se importar com mais nada.
Bem, pra mim isso foi uma verdadeira surpresa. Eu nunca tinha imaginado uma cena como aquela. Eu estava com medo de alguém entrar pela porta e nos ver ali, no ato.
Ao mesmo tempo queria que não acabasse. Ele sem dúvida era bonito e tinha outras boas qualidades também, se é que me entendem.
Nós terminamos e tomamos o banho, eufóricos.
Trocamos umas palavras, sem a necessidade de pedir o segredo absoluto daquilo que aconteceu ali. Saí do banheiro e alguns minutos depois, da janela do dormitório, o vi saindo também.
Hoje, com quase 18 anos, não sei como vai ser quando eu contar para os meus pais. Bem, mas se eles são as pessoas que mais me amam no mundo, com certeza vão entender, já que outras pessoas que têm muito menos consideração por mim entenderam.
Bem, isso é tudo pessoal.
Obrigado por ouvirem.


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